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Morte e homeostase

O corpo humano nada mais é que uma bolha de substâncias químicas em quantidades específicas prestes a eclodir. Substâncias tais que em todos ambientes reagem até o estado de equilíbrio onde não reagem mais umas com as outras. Para existir vida é preciso haver um desequilíbrio estável, um constante tropeço da energia potencial para a cinética, procurando evitar o equilíbrio químico. Ao corpo dar seu último passo todas as substâncias se misturam em uma massa uniforme que delimita um horizonte linear sem vida. Morte é o momento onde o sistema que mantém o desequilíbrio estável deixa de existir.